PCA e meu até breve!
24 de janeiro de 2012 Categoria :Eventos 1 Comentário Comentar
Amigos do Superpoker,
Espero que tenham passado bem de Natal e ano novo. Eu passei muito bem, junto da minha família e animado, pois já estava na expectativa de cobrir o PCA – Em Bahamas – Pela Tv Poker Pro. Ainda não sei bem se o ano de 2012 começa com este torneio ou se ele marca o fim de 2011, mas o importante é que esse é um evento maravilhoso, que a meu ver, só perde para o WSOP em importância (não em glamour) e eu, juntamente com a minha equipe me sinto muito valorizado por ter podido estar lá.
Partindo de Sampa, chegamos a Bahamas, Moscou (meu valoroso cameraman) e eu, no dia 04, pelo que, teríamos um tempo para fazer matérias na cidade de Nassau, e também curtí-la, já que além das belas praias, havia muita gente lá, lotando bares e restaurantes. Havia também um grande número de pessoas que descia dos navios que ali passavam. Vale lembrar duas coisas curiosas: em Bahamas, constatei, que a maioria dos carros adota o estilo inglês, o famoso: “quem dirige é o carona” e que o país vivia um momento de comoção com a morte do ex-governador Clifford Darling. Neste vídeo você poderá ver, que o cortejo fúnebre do Cliffão passou na avenida da praia em que eu estava. Outras curiosidades: em Bahamas há um canal de tv só de avisos fúnebres, todo mundo me chamava de Big Guy (Grande Cara) – não sei por que – e o preço dos uisques 8 e 12 anos era o mesmo nas lojas.
Bom, passadas as “férias”, o PCA iniciou-se no dia 06, no suntuoso hotel Atlantis, onde temos uma variedade enorme de acomodações, restaurantes, lojas, piscinas e espécies do fundo do mar que vivem em tanques. Quando teve início o torneio, vi muitas espécies de jogadores também. A mais comum? – O que anda com seu Ipad com um ar blasé. Outras figuras fáceis no salão do evento eram os grandes jogadores do poker mundial. Era Negreanu para cá, The Grinder para lá, Jason Mercier e sua fianceé, Isildur, Nanonoko, Elky, Moneymaker e os campeões mundiais sempre andando por ali, seja comendo um dogão, seja trocando ideia com os amigos. E claro a turma do nosso Brasil sempre presente, fazendo aquele ambiente maravilhoso.
O nosso trabalho em Bahamas, consistiu em até a mesa final do main event, levar a informação do que acontecia no salão, principalmente com os Brasileiros em flashes e fazer entrevistas com o pessoal que se destacava mais. Via twitter ninguém ficou sem informação sobre os amigos e assim fomos até a formaçao da FT. Em meio a cobertura do evento, acredito ter feito o maior e melhor trabalho da minha carreira de homem de mídia do Poker. Fizemos uma série de 17 entrevistas com os profissionais do Poker Stars durante os 11 dias que estivemos no PCA. Pelo nosso estúdio passaram gente como Boris Becker, Liv Boeree, Vanessa Rousso, Pius Heinz, Jonathan Duhamel. Claro que teve Negreanu, Moneymaker e Elky. Algo inédito, tive o privilégio de ser o entrevistador em todas, muitos dos meus ídolos passaram ali, na minha frente. Foi emocionante. Tenho certeza que quando o material estiver editado, vocês vão gostar. E muito. Ah, nesses dias matei minha saudade de jogar um torneiozinho, e me aventurei no Turbão de US$300, o qual tive a honra de ser nada menos que O BOLHA do torneio.
A viagem e o Main Event estavam chegando ao final, mas, depois de tanta entrevista, passagem (quando o repórter de microfone na mão entra ao vivo), faltava a cereja do bolo, que era transmitir a mesa final ao vivo, com uma qualidade de imagem excelente e as cartas dos jogadores aparecendo. Algo inédito, e que a meu ver, aproxima o poker do espetáculo, o telespectador joga junto, e eu que fiquei ininterruptamente na narração, também joguei junto e pude levar muita informação para quem estava em casa. A mesa final foi uma verdadeira mostra do quão democrático é o poker. Profissionais como Anthony Gregg, Faraz Jaka, a garotona Xuan Liu e Kyle Julius, dividiram espaço com David Bernstein (ganhou a vaga em um sorteio da sua empresa) e John Dibella (O homem do mercado financeiro que foi o Campeão). Enfim, um verdadeiro presente para nossa comunidade. Ainda ficou melhor com os comentários de André Akkari, Felipe Mojave e Marcos Sketch.
Espero poder retornar muitas vezes a esse grande evento, curtir mais (saí para a balada uma vez só. Estou um idoso praticamente), trazer a família e seguir levando os melhores momentos para vocês, de qualquer jeito tive um fim de viagem privilegiado, minhas malas não foram extraviadas como as de Moscou, o Sem Sorte, e ainda fui alocado na Classe Executiva o que para minha corpulência e para o meu 1,94m, é sempre um alento.
Aproveito esse post para me despedir do Superpoker, essa casa maravilhosa que eu tive o prazer de fundar, junto com outros sonhadores em 2005, e que tenho muito orgulho de ver sendo referência. Meu Muito Obrigado a Juju Maesano, Gabriel Rubinstein, direção e amigos leitores. Foi uma curta, mas gratificante passagem, tenho certeza que voltarei mais vezes, afinal o melhor de sair de casa, é sempre voltar (e tomar uma gelada com a nossa gente). Meu abraço melhor e meu cordial Até Breve!
Voltar ao SuperPoker









